Refúgio

Já não bate à minha porta
Já não olha a minha cara
Caída, não tinha mais onde
apoiar, então rastejo e insisto

Quando levanto dou as costas
Dou o primeiro passo
O primeiro sorriso

A dança segue
A música volta
O casal gira
O passado se impõe

Estirada volto a me cobrir
Me recolho à concha
Mergulho fundo, contra a superfície

1 comentários:

Guilherme Augusto 28 de maio de 2009 00:36  

Um texto por mês, vamo que vamo hahahaha
Sinto um momento de esperança na sua vida... :)
Mas vamos parar de se esconder, que você ainda tem muito o que mostrar... você nasceu com um dom, vamos aproveitá-lo ao máximo...
até mais!!!